quarta-feira, 8 de julho de 2009

Real

Eu quero dormir
Para poder sonhar
Porque transformam
A realidade numa ilusão
Porque enfeitam
a realidade
como um conto de fadas.

Socorro me tirem daqui!
Eu quero dormir
Preferia fugir
Mas tenho que encarar
Essa realidade mascarada!

Ai que coisa!
O que eu estou fazendo aqui?
Isso me cansa
Eu quero...é eu quero
Realidade: querer não é poder!

Pense num dia de reunião em que teorias tentam resolver problemas que só a prática pode resolver, mas não consegue? Não entenderam...rs...sei lá! Pelo menos ficou legal...rs...ou não?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Dangerous in love

Esse amor é um perigo...
Não é certo,
Mas eu queria...

Queria mesmo,
Porque não adianta
Desisti
Porque não "lutei"

Chega de palavras perdidas
Com um amor que eu sempre soube...
Não deu certo...
Eu estou errada...
Estou perdida!
Na imensidão da ilusão
No buraco negro
Do meu coração traiçoeiro...
E que agora sangra
E que agora dói

Boba...

Demorei a voltar, porque estava totalmente sem tempo...desculpa a todos pelo abandono.Eu realmente não queria largar meu bloguinho. Estarei de volta logo, mas estarei bem. Não se preocupem...rs...

domingo, 7 de junho de 2009

Invenção



Inventaria
Porque você
É especial
Porque você
É meu amigo

Inventaria sem demais perfeições
Do jeitinho que você é

A diferença
É que eu estaria ao seu lado...

"Aqui na se cria, tudo se copia..."

Caraca...que brisa...ando sem tempo de me inspirar...Jeyva acelerada, mas sem esquecer...demorei...rs...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vertigens

Eu vendo tudo rodar
Vou deixar de perceber
Eu sendo uma tonta
Não conseguirei ver

O doce das palavras
A insinuação de um olhar
A percepção de um toque
A sensibilidade a decifrar

Não quero ter vertigens
Esquecer o que ia te dizer
Então desde agora
Me ajude a entender

O que sinto por você
O que sinto por mim
Ordenar as idéias
E ser feliz por fim.

Jeyva doentinha, mas vou me recompor...esse poema começou com a labirintite e terminou com a diabete...rs...será que a poesia também é uma doença? rs... Eu quero essa epidemia!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Time: I need Help!

Não sei o que fazer
O tempo não colabora
Eu quero te ver
Mas tenho que esperar

Conto os minutos e os segundos
Mas, eles não passam
Quero te falar
E quero te achar

Pois, quando te acho
Me sinto em paz
E do tempo eu esqueço
Ele parece parar

Mas, aí me lembro:
Minha vida está uma loucura!
Mas tento chegar rápido
Pra poder te encontrar

Encontrar seu sorriso
Encontrar seu olhar
Tempo me ajuda
Esses momentos pra sempre marcar.

Um amoramigo me inspirou a escrever essas palavras. Obrigada e espero que goste.

domingo, 19 de abril de 2009

Perdas e ganhos.

_ Como é que é? Vai responder ou não?
_ O quê?
_ Eu ou o futebol?
- Mulher!Como você faz uma pergunta dessas, nesse momento, agora?
- Eu quero a resposta agora!
Ele se concentra na TV, vendo o lance que é quase um gol. Ele grita:
_ Não!!!!!
_ Não, o quê?
_ Não pode estar acontecendo isso!
_ Pôxa, você está chateado, assim?
_ Claro que estou!
Ela esboça um sorriso, mas se irrita com a resposta seguinte:
_ Como esse imbecil perde um lance desse?!
_ Eu não acredito! Eu estou aqui descabelada...
_ Eu acredito, meu bem...esse lance foi horrível...
_ grrrrrr....
_ Mas, o que você me falava, mesmo?
_ Eu te falava que estou indo embora!
_ Indo pra...espera, vai, vai!
_ Vou mesmo!
_ É GOOOOL!
Ela sai chorando e ele comemora...

A insensibilidade dos homens...rs...Jeyva...uma são paulina triste, mas que entende a loucura de homens que amam ver homens correndo atrás de uma bola...hahahaha

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vai passar...

Eu quero um amor
Não precisa
ser de infância
Só o que precisa
É cuidar mesmo de mim

Eu quero um amor
Não precisa
ser de de circunstância
Só quero é que faça
Muito bem a mim

Eu quero um amor
Mas é tão complicado
Essa coisa de relacionamento
Com contrato firmado

Eu quero um amor
Mas é tão enjoado
Será que sou alguém
Para viver com um amarrado?

Acho que não quero é nada!
Eu sou uma mimada
Melhor é viver
do jeito que está!
Com coisas em volta
Acontecendo erradas!

Acho que é melhor assim
E viver a cada dia
Com uma única certeza
na cabeça:
Eu vou é ser tia!

VIVA!

Jeyva...três da manhã...sem raciocinar direito...criando sem saber pra onde...e quando lê as loucuras quer publicar...rs...ainda estou desordenada....hahahaha...é o chocolate...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Outono



Quero ser outono
Em busca da maturidade
Ao viver cada dia
Cada idade

Quero ser outono
Deixar que o vento me leve
assim como folhas que
se soltam e me envolvem

Quero se outono
A cada noite fria
Em busca do nascer do Sol´
Para ver o que se cria

Quero ser outono
Como as árvores que se amarelam
Na troca constante
Novidades que se revelam

Quero ser outono
Enfim
Aproveitar a estação e
Tudo que há de bom pra mim!

Jeyva, feliz com o outono! Leia ouvindo " Wild is the wind" de Nina Simone.

domingo, 15 de março de 2009

Pra fora...

Sentimentos não deviam
Nos prender a nada
Deviam nos libertar

Grandes vínculos deviam
nos unir
Não nos separar

Palavras deviam
Ser para nos confortar
Não para nos conformar

Então por que me vejo
Cada vez mais
Presa ao que sinto
Mais separada do que amo
Mais conformada com o que não quero?

O que tenho de mudar?
O que tenho de fazer?
Como devo, então, agir?

Talvez nestas perguntas
Estejam as respostas
Ou as atitudes
Das quais devo tomar
Mas, que não tenho coragem...

Jeyva...melhor pra fora, do que pra dentro...pra dentro é sonho, pra fora é poesia!

domingo, 18 de janeiro de 2009

O olhar

Um dia chuvoso não era o planejado. Ele já tivera algumas surpresas devido ao mau tempo, mas nunca imaginara que teria uma boa surpresa naquele dia tão molhado.
Uma viagem.O objetivo dela? Um casamento. Uma festa. Seria tudo perfeito se não fosse a chuva.
Todos fugiram dessa chuva que caia sem dó. Mesmo como toda essa situação ele permanece pensativo, sentado ao lado da família.
Os seus pensamentos parecem se realizar: ela chega em seu vestido verde florido e seus longos cabelos castanhos e cacheados. Linda e molhada.
A primeira reação era se levantar e ajudá-la com algo para secá-la ou simplesmente confortá-la. Como não tem como, ele permanece em seu lugar e só fica a observar. E ele observa seus movimentos, sua simpatia, mesmo molhada e principalmente sua atenção com todos. Ainda assim absorto em seus pensamentos, lembra de quando a viu, antes do casamento.
"Será que consigo ser seu amigo? Ela falaria comigo?" Nisso, ele nem percebe que ela vai chegando perto e mais perto. Quando percebe que se aproxima, a sua vontade é de correr.
"Por quê correr?" - pensa ele - "ela é só uma amiga da família, que..." - surpreso ele admite a si mesmo - "é só uma garota por quem me encantei." Ele ri consigo quando constata sua certeza. "Não vou me levantar daqui. Quando ela vier nos cumprimentar, vou apertar a sua mão e vou olhar bem nos seus olhos e vou..." Seus pensamentos são interrompidos por seu avô.
_ Vê aquela bela menina?
_ Sim. O que tem ela? "Tenho que disfarçar meu interesse."
_ Quero que a cumprimente, ela é neta da amiga de sua avó, uma pessoa que consideramos muito.
_ Tudo bem, vô.
_ Não seja mal educado.
_ Tudo bem, vô.
"Ai, meu Deus, agora essa."
Ela conversa na mesa ao lado. Ele a observa e escuta a sua voz. É macia e com um sotaque..."Puxa, é o sotaque mais lindo que ouvi..."
_ Menino! Você me escutou?
_ Sim, vô. Quando ela vier a nossa mesa é para cumprimentá-la.
_ Eu não disse isso. Disse pra você acordar, porque ela agora está olhando pra você!
E não é que ela estava olhando, mesmo? E se dirige à mesa da família dele. Cumprimenta sua avó com um forte abraço, conversa ainda algo com ela, depois com um aperto de mão cumprimenta seu avô e quando vai cumprimentá-lo, uma amiga dela a interrompe:
_ Amiga, a nossa música! Não acredito! Vamos dançar!
"Eu que não acredito!" Seus pensamentos, mudam o seu humor.
_ Menino, você não a cumprimentou por quê?
_ Não sei, vô - responde de cara amarrada.
Ele a encara de novo e ele percebe que embora ela dance com a amiga, ela a todo momento o encara. Por ser tímido, ele fica um pouco encabulado com a situação, mas resolve sustentar sua posição e não desvia seu olhar. A música acaba. Ela continua conversando com a amiga. A mãe dela passa por ela e pergunta se ela quer um refrigerante. Ela só balança a cabeça que sim, mas não para de olhar pra ele. A amiga acompanha o olhar. Ele percebe e disfarça. Não quer constrangê-la com a amiga. Ela também disfarça. O avô o cutuca.
_ Por que você também não vai dançar?
_ Eu não sei dançar - responde cabisbaixo. Dá uma outra olhadela. Ela voltou a dançar e a olhá-lo.
E a noite passou assim. Ela a dançar e ele a observar. Parecem que combinaram que aquela festa seria assim...
No outro dia, ele está arrumando as coisas pra ir embora e de repente, da janela da casa de seus avós, ela a vê na janela dela, parecendo uma princesa a esperar pelo seu príncipe. Ele a encara, ela retribui com um olhar triste e fecha a janela. Ele pensa em gritar, mas não o faz. Seria o último olhar? Ele prometeu a si que não. Aquele belo sotaque falaria com ele um dia e não seria só pelo olhar...um dia...

Jeyva, tentando imitar a realidade...isso é uma ficção, mas não impede de ter sido algo de verdade...valeu pela inspiração, meu amigo alunístico...rs...