A sua claridade
Me faz inspirar
E as minhas palavras
Posso libertar
Enquanto tua beleza
Eu poder admirar
Nelas quero sim
Enfim mostrar
Sentimentos que
ficam aqui
trancafiados
enjaulados
Que relutam em
ser revelados
Tudo que me pergunto,
então, é:
Por que a razão
É tão cruel?
Por que a emoção
É tão infiel?
Clareie...
Clareie minhas observações
Minhas obsessões
Solte-me de meus grilhões
Eu quero deixar
Lágrima rolarem
Meus pensamentos gritarem
Observe, Lua, o mundo!
E me explique em sua clareza
Por quê
Amores impossíveis?
Amizades perceptíveis?
Ou, então simplesmente
Não responda, Lua
Somente quando cheia
Visivelmente estiver
Clareie...
Clareie mentes...
Mentes ferventes...
Em busca do diferente...
Do envolvente...
Eu li em um livro o nome da música de Debussy: "Clair de Lune". Não sou muito boa em francês, mas achei que era "Claridade da Lua". Quando ouvi a música, fui induzida pelas notas para escrever estas palavras...pensei em muita coisa que anda acontecendo para sair tudo isso...Jeyva...inspirante...desconcertante...